História

Tudo começou antes do início do século XX.


A primeira Sociedade Auxiliadora de Senhoras do Brasil, hoje MCA, foi organizada no Campo Fluminense, na Igreja Batista de Niterói, em 1893, tendo como incentivadora a missionária Emma Morton Ginsburg. O objetivo era auxiliar o ministério da Igreja. A notícia se espalhou e foram organizadas também na Igreja Batista de Campos, São Fidélis, Macaé, Aperibé, Paraíba do Sul, Ernesto Machado, Tabua...

Desde o início do trabalho, as mulheres tiveram um papel preponderante no Campo Fluminense. Sua coragem era notória. Em São Fidélis, quando o pastor Salomão Ginsburg foi levado preso para Niterói, por pregar o evangelho, D. Emma, sua esposa, não o abandonou, foi também com ele. Irmã Corina Manhães, assistindo a um culto, em São Fidélis, quando os crentes foram apedrejados, ela recebeu uma pedrada na cabeça que a deixou ensanguentada. Nada desanimava essas mulheres; as adversidades contribuíam para firmar sua fé.

As irmãs que lideravam essas sociedades auxiliadoras compartilhavam o que Deus estava realizando, através das mulheres, nas igrejas. Assim, nasceu o sonho de terem uma organização estadual, como já havia em âmbito nacional.

Na Assembleia da Convenção Batista Fluminense, em São Fidélis, no ano de 1912, foi nomeada uma comissão para estudar o assunto e tomar as devidas providências. Esta foi composta das irmãs: Anna Christie, Eugênia Teixeira e Alvina Gomes. Todas foram concordes em que o sonho se concretizasse. A data foi marcada.

Alice Reis Eram quatro horas da tarde do dia 25 de janeiro de 1913. No salão de cultos da Igreja Batista de Nova Friburgo, que se reunia no edifício do Instituto Batista Fluminense, estava um pequeno grupo de mulheres, representando as igrejas de Campos, Pádua, Aperibé, São Fidélis, Rio Preto, Duas Barras e Nova Friburgo. A reunião foi presidida pela irmã Ernestina Rezende Retto, tendo como secretária a irmã Alice Reis. Após um momento de oração e leitura bíblica, houve apresentação das 12 irmãs presentes, e foi eleita a diretoria que ficou assim constituída: Presidente – Ernestina Rezende Retto, vice-presidente – Eugênia Teixeira, Tesoureira – Joaquina Almada Coelho, Secretárias – Elizabete Lessa e Francisca Souza. Assim foi organizada a União Geral das Sociedades de Senhoras da Convenção Batista Fluminense.

Com o passar do tempo e acompanhando as mudanças em nível nacional, a organização mudou de nome para União Geral de Senhoras Fluminenses e, atualmente, União Feminina Missionária Batista Fluminense, que expressa bem a razão de ser da organização: um compromisso com a expansão do Reino de Deus na terra, através da proclamação da mensagem do evangelho.

ESTRUTURA DO TRABALHO

A UFMBF realiza uma Assembleia Anual, que é o seu poder máximo, da qual participam membros credenciados das organizações locais das igrejas que pertencem à Convenção Batista Fluminense. Quando necessário, são convocadas assembleias extraordinárias. O planejamento, administração e a coordenação das atividades são responsabilidades do Conselho Geral que se reúne uma vez por trimestre. É composto da diretoria da Assembleia, seis membros indicados pela Assembleia, cinco coordenadoras estaduais, dez promotoras regionais e uma representante, devidamente credenciada, de cada uma das uniões femininas associacionais. A Diretora Executiva também participar do Conselho Geral.

A UFMBF é uma organização da Convenção Batista Fluminense e está vinculada à União Feminina Missionária Batista do Brasil com a qual coopera na execução de seus planos. Consequentemente, está ligada à União Feminina da América Latina (UFBAL) e ao Departamento Feminino da Aliança Batista Mundial. Coopera no sustento do CIEM e do SEC, nos planos de Evangelização e Missões, nos congressos e eventos da UFMBB e no levantamento da oferta do Dia Batista de Oração Mundial.

Nesse tempo em que comemora o seu Centenário, tem o privilégio de ter como presidente da UFBAL, vice-presidente do Departamento Feminino Mundial e membro do Conselho da Aliança Batista Mundial a sua atual presidente, Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes.

Há uma coordenadora para cada Setor: Mulher Cristã em Ação (MCA), Jovem Cristã em Ação (JCA), Mensageiras do Rei (MR), Amigos de Missões (AM) e Terceira Idade. Anualmente, a MCA realiza quatro acampamentos estaduais; a JCA, um congresso ou acampamento; a MR, quatro acampamentos. De dois em dois anos, há um congresso para Terceira Idade. Além disso, temos as Operações Contato ou Capacitação de Líderes para as Associações, e Capacitação das coordenadoras estaduais e promotoras regionais. Assim, alcançamos também as igrejas.

Em 1976, para facilitar o alcance das associações, foram criadas as regiões. Hoje são 40 associações distribuídas em 10 regiões, tendo cada região uma promotora: Águas Minerais – Maria Elízia Dias, Pedra Lisa – Clenir Maia Vieira, Serras – Maria Izabel Guimarães da Silva e Silva, Vale do Paraíba – Zenilda da Silva Pinto, Atlântica – Sulimar Maria Saad Alves, Metropolitana I – Ana Odinea de Souza Achilles, Metropolitana II – Nilda Fernandes da Silva, Metropolitana III – Maria Angélica Ribeiro Farias, Baía da Guanabara – Sônia Maria Guimarães, Oceânica – Cinéa Maria Campos da Costa.

LÍDERES QUE DEUS USOU

Deus sempre trabalhou através de pessoas em todas as épocas da história. Não tem sido diferente com a UFMBF. Não é possível lembrar todas, mas entre elas destacamos:

Presidentes - Ernestina Rezende Retto, Alvina Gomes de Oliveira, Anna Christie, Joaquina Almada Coelho, Alice Reis, Eva de Souza, Isa Avelar Guimarães, Isabel Avelar, Maria da Glória de Souza, Florentina Barreto da Silva, Loíde Zarro, Stella Borges de Araújo, Ruth Ferreira Mathews, Valdemira Andrade Ferreira, Nair de Araújo Portes, Júlia Codeço dos Santos, Maria Tavares Moreira, Denir Luz Fonseca, Erly Barros Bastos, Elsa Lessa de Oliveira Pinto, Alzira Prúcoli de Souza, Elly Bess d’Alcântara, Norma Lee van Eyken, Maria Amália de Carvalho Souza, Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes, Zeny Santos, Carmem Lúcia de Aguiar Cerqueira, Cosete Pevidor de Carvalho, Márcia Vilar Antunes, Dulcinéia Barros da Silva, Edna Barreto Antunes dos Santos, Lindomar Ferreira da Silva.

Secretárias Executivas: Esther Prudence Riffey, Ruth Mathews, Lucinda Gonçalves Tavares, Júlia Codeço dos Santos, Elsa Lessa de Oliveira Pinto, Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes, Esther Gomes Godoy, Linéa Dias, Aildes Soares Pereira, Heloisa Helena Neves Pinto.

Diretoras Executivas: Denir Luz Fonseca, Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes, Joice de Souza Nogueira.

Coordenadoras Estaduais: Mulher Cristã em Ação - Alzira Prúcoli de Souza, Dulcy Ferreira de Castro Rodrigues, Noemia Machado Silva, Edilma Antunes Vieira, Sílvia Sueli de Souza, Erly Barros Bastos, Dulcinéia Barros da Silva, Julita Ferreira Souza Caetano, Carmen Lúcia Aguiar Cerqueira, Jacelma Vicente Aguiar Dinucci.

Jovem Cristã em Ação: Nona Renfrow, Elsa Lessa de Oliveira Pinto, Valdemira Andrade Ferreira, Maria Celina Figueiredo, Zeny Santos, Orly de Souza Oliveira, Clenir Maia Vieira, Lindomar Ferreira da Silva, Lúcia Coelho Cerqueira de Souza, Waltemira de Souza Nogueira, Cristiane de Moura Cruz Oliveira.

Mensageiras do Rei: Edna Barreto Antunes, Maria Fernandes Moreira, Giselda Coutinho Campo, Josélia Gomes de Souza, Maria Helena Leão dos Santos, Noemia Barbosa Marques, Jacelma Vicente Aguiar Dinucci, Eda Barreto Antunes, Edilza Antunes Cardoso, Natalina Gomes dos Santos, Deise da Costa Santos, Sandra Oliveira de Araújo.

Amigos de Missões: Thélia de Paula Malafaia, Heloisa Helena Pimentel, Maria Amália de Carvalho Souza, Nívea Apolônia de Oliveira, Eth Ferreira Borges da Luz, Raulina da Silva Barreto, Cosete Pevidor de Carvalho, Gilza de Souza Nascimento, Robenita Ribeiro, Sueli Santiago, Elisa Helena Pandino Leonardo Peixoto, Maria Sônia Gonçalves Rodrigues, Eliane Barreto Ribeiro Miranda.

Rol dos Bebês - Quando ainda não havia liderança para a Sociedade Feminina Missionária, hoje MCA, líderes orientaram o Rol dos Bebês: Lucinda Gonçalves Tavares, Maria Amália de Carvalho Souza, Thelia de Paula Malafaia, Adélia Tarcília Marins da Silva. Mais tarde, foram auxiliares da Sociedade Feminina Missionária nesta área: Raquel Santana, Marluci Kock Sarmiento.

Terceira Idade – Loide Silveira Moreira, Léa Ventura Tavares Perenyi.

Miss Blanche Simpson chegou ao Estado do Rio em 1932 e, voluntariamente, auxiliou o trabalho da União Geral de Senhoras, na visitação e preparo de jovens. Ficou conhecida como a alma do trabalho feminino. Ela atuou como uma secretária executiva, mas sem receber o título. Herodias Neves Cavalcante foi a primeira itinerante da União Geral das Senhoras Fluminenses. Em 1940, veio a ser itinerante Eulina Hassel da Costa, recém formada na Escola de Obreiras.

MARCAS DO TRABALHO

No dia 25 de dezembro de 1906, foi organizada a primeira Sociedade de Crianças na Igreja Batista de Campos, com o nome de “Raios de Luz”. Em 1925, surge a primeira Sociedade de Moças, hoje JCA, na Igreja Batista em Cacimbas. A primeira organização mensageiras do Rei foi a da Igreja Batista em Macaé, em 1950. A primeira Sociedade de Senhoras, na Igreja Batista em Niterói, em 1893.

O Lar Batista Pr. Antônio Soares Ferreira tem sido, deste o seu início, em 20 de outubro de 1946, uma das metas da UFMBF. Hoje já não há mais crianças lá, somente os idosos. A UFMBF continua a cooperar com o sustento do Lar, através das uniões femininas das associações.

Em 1963, comemorou-se o JUBILEU DE OURO da UFMBF, na Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu.

O primeiro Projeto Missionário foi realizado em 1986, em Paraty, RJ, numa tribo dos índios Guaranys. Uma equipe capacitada pela UFMBF passou uma semana ali, trabalhando em escolas e nas igrejas, fazendo estudos bíblicos, atividades com crianças na comunidade e na aldeia. A partir dessa experiência, a UFMBF passou a realizar projetos missionários nas regiões, sob a coordenação das promotoras regionais. Agora, são as associações que realizam esses projetos. Entre os alvos do Centenário, há um projeto de capelania nos hospitais, visando alcançar as mamães.

No Estádio Caio Martins, em Niterói, em maio de 1988, houve uma Assembleia Comemorativa do Jubileu de Brilhante. A irmã Nair de Araújo Portes, auxiliada por Cecília Sant’Anna V. Marques, preparou, ensaiou e apresentou uma linda apoteose, envolvendo mais de 100 pessoas. Esta foi apresentada, finalizando a programação. Um lindo coro feminino de 100 vozes, do qual participaram irmãs de diversas associações, sob a regência do maestro Silas Sia, foi preparado especialmente para a ocasião. A letra e a música do hino oficial do Jubileu de Brilhante - “Gloria e Louvor” – são da autoria de Wilma Pereira de Souza.Todas as presentes participaram de um lindo banquete no restaurante do Clube Português. Esse dia foi inesquecível!

Os congressos estaduais da UFMBF tiveram início em 1993, na Primeira Igreja Batista de Itaperuna. Em 1996 foi no Recreio dos trabalhadores, em Volta Redonda. Em 1999, no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, quando contamos com a participação de Miss Mercy Jeryaraja, presidente mundial das mulheres batistas. Em 2002, realizou-se em Grussaí; em 2005, em Penedo (Resende); em 2008, 2010 e 2012, em Grussaí.

Publicamos, de 2001 a 2007, o boletim “União Feminina Missionária Batista Fluminense em Ação”, com o objetivo de informar e promover o trabalho.

Em 15 de outubro de 2003, na Igreja Batista do Prado, em Nova Friburgo, houve uma Assembleia comemorativa dos 90 anos da UFMBF. Preparou a apoteose a irmã Erly Barros Bastos. Todas as MCAs que já haviam completado 100 anos foram homenageadas. O primeiro Congresso da Terceira Idade foi realizado em 2004, em Grussaí, sendo coordenadora Estadual Loide Silveira Moreira. Foram dois em um: Congresso para Idosos e Capacitação de Líderes. Estes se repetiram em 2009 e 2011, sendo o último coordenado por Léa Ventura Tavares Perenyi.

Em 2005, a UFMBF passou a utilizar os novos recursos da mídia e construiu um site que tem sido muito útil: www.ufmbf.org; e em 2012, criou-se o facebook, contribuindo para que as mulheres, nas igrejas e associações, estejam mais atualizadas quanto ao trabalho.

Neste último ano, a UFMBF começou a ajudar a Cristolândia em suas unidades em Campos dos Goytacazes, para mulheres, e Italva, para mães com filhos pequenos. São mulheres que estão lutando para deixar o crack. Várias já foram resgatas para Cristo. Também ajuda a unidade para homens, em Rio Bonito. Este ano, doou as máquinas para uma padaria, a fim de ajudar em seu sustento.

Destaca-se o despertamento de vocação missionária. Saíram do Campo Fluminense, muitas delas chamadas para a obra do Senhor através das organizações da União Feminina Missionária, e partiram para os campos de Missões Nacionais ou Mundiais: Herodias Neves Cavalcante, Aldair Ribeiro Gomes, Hirtes Dias Delgado, Noemia Barbosa Marques, Carmen Ligia Ferreira de Andrade, Cleice Denise Andrade, Olivia Venância, Waltemira de Souza Nogueira, Deise da Costa Santos, Gecilda de Oliveira Santos, Helenice Simão Guimarães, Joelma Caetano Queiroz de Castilho, Zenilda da Silva Pinto, Leocídia de Jesus, Iracema Batista, Maria Luiza de Jesus Oliveira, Maria Helena Leão Santos, Ezia Abreu Louzada e tantas outras que a eternidade revelará. Na UFMBB, estão atuando duas líderes fluminenses: Elsa Sant’Anna do V. Andrade e Denise Azeredo. Pela graça de Deus temos sido celeiro de missionárias. A UFMBF teve duas representantes na diretoria da UFBAL: Helga Kleper Fanini que foi vice-presidente e secretária; Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes, vice-presidente, diretora do Noticiário e atual presidente.

Nossa geração é privilegiada por poder participar do Primeiro Centenário da UFMBF. Hoje somos 1.162 MCA com 33.193 participantes; 356 JCA com 4.142 jovens arroladas; 685 MR e 9.000 mensageiras do Rei; 563 Amigos de Missões 10.396 crianças arroladas.

Cabe-nos a responsabilidade de continuar a formar a consciência missionária das senhoras, jovens, adolescentes e crianças das igrejas batistas do Campo Fluminense, integrando-as na expansão do Reino de Deus, como também, dinamizar a Educação Cristã das organizações missionárias da igreja local e formar liderança comprometida com os princípios da Palavra de Deus.

As pioneiras plantaram, outras mulheres vieram e regaram; mas foi Deus quem deu o crescimento. Não fora a mão de Deus sobre a vida das amadas irmãs do passado e do presente, não estaríamos hoje comemorando este Centenário.

Estamos conscientes do privilégio que o Senhor nos concedeu, permitindo-nos chegar ao dia de hoje. Podemos exclamar como o salmista: “Foi o Senhor que fez isso e é maravilhoso aos nossos olhos” (Salmo 118.23). O nosso coração está surpreso pelo quanto Deus já fez.

“Vinde, cantemos ao Senhor, cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação. Apresentemo-nos diante dele com ações de graça, e celebremo-lo com salmos de louvor” – Salmo 92.1-2